Quanto custa um site em Portugal, e como saber em que faixa está o seu projeto
Se pesquisar esta pergunta, encontra números que vão de zero a cinquenta mil euros. Nenhum deles está errado, e é isso que torna a resposta inútil.
O preço de um site não é um preço, é uma consequência. Depende do que o site tem de fazer, de quem o faz, e de quanto trabalho existe para lá do desenho das páginas.
Este artigo mostra as faixas praticadas em Portugal em 2026, explica o que empurra um projeto de uma faixa para a seguinte, e dá-lhe as perguntas que lhe permitem comparar dois orçamentos que parecem iguais e não são.
As faixas praticadas
Os valores abaixo resultam de guias de preços publicados por agências portuguesas ao longo de 2026. Convém dizer desde já que as fontes divergem bastante entre si, e por isso são faixas e não tabelas.
| Tipo de projeto | Agência | Freelancer |
|---|---|---|
| Página única de apresentação | 500 a 2.000 € | 300 a 1.000 € |
| Site institucional, 5 a 10 páginas | 2.000 a 10.000 € | 1.000 a 5.000 € |
| Loja online até cem produtos | 3.000 a 15.000 € | 2.000 a 8.000 € |
| Loja online com integração a ERP | 10.000 a 50.000 € | pouco frequente |
| Plataforma ou aplicação web | 15.000 a 80.000 € | 8.000 a 30.000 € |
Duas notas úteis. Um freelancer experiente cobra tipicamente entre 30% e 60% menos do que uma agência pelo mesmo resultado, e o valor hora anda entre os 30 e os 80 euros. Em Lisboa e no Porto, os preços tendem a ser 10 a 20% acima da média nacional, o que reflete o custo de operar nessas cidades.
O que empurra o preço para cima
Não é o número de páginas. É quase sempre uma destas cinco coisas.
Conteúdo. Textos, fotografias e traduções raramente vêm incluídos. Um site de dez páginas em que o cliente entrega os textos prontos e um em que a agência os escreve são projetos com custos muito diferentes.
Integrações. Ligar o site a um software de faturação, a um ERP, a um sistema de reservas ou a um CRM é onde o trabalho cresce depressa. Cada ligação a um sistema externo tem de ser desenhada, testada e mantida.
Pagamentos e regras fiscais. Assim que há vendas, entram meios de pagamento, faturação automática e obrigações legais. É a fronteira entre um site e uma loja, e explica boa parte do salto de preço.
Multi-idioma. Duplicar o conteúdo é a parte fácil. O que custa é a estrutura, a gestão e a manutenção de duas versões que não podem divergir.
Design original. Adaptar um template e desenhar de raiz são trabalhos diferentes. Ambos são legítimos, e a escolha deve depender de quanto a diferenciação visual vale para o negócio.
Os custos recorrentes que os orçamentos escondem
Esta é a parte que surpreende mais gente depois da entrega. O site não acaba quando fica no ar.
Um domínio .pt custa entre 5 e 15 euros por ano, e um .com entre 10 e 15. O alojamento varia entre cerca de 60 e 480 euros por ano, conforme o tipo. A isto acrescem certificado de segurança, cópias de segurança, atualizações da plataforma e dos módulos, e eventual manutenção contratada.
Se o projeto for uma loja, junte as comissões de cada transação e, se a plataforma for por subscrição, a mensalidade.
A regra prática: peça sempre o custo total do primeiro ano e do segundo. É no segundo que as diferenças aparecem.
Como ler dois orçamentos que parecem iguais
Se recebeu propostas com valores muito diferentes, quase de certeza não estão a orçamentar a mesma coisa. Estas perguntas revelam onde está a diferença:
- O domínio e o alojamento estão incluídos? Por quanto tempo?
- Quem escreve os textos e quem trata das imagens?
- Quantas rondas de alterações estão previstas antes de o preço mudar?
- O site fica em nome de quem, e a quem pertencem os acessos?
- O que acontece se quiser mudar de fornecedor daqui a dois anos?
- Está incluída alguma formação para conseguir alterar conteúdos sozinho?
- Qual é o custo de manutenção mensal depois da entrega?
A última pergunta é a mais importante e a menos feita. Um site mais barato com manutenção cara pode custar mais em três anos do que um site mais caro sem ela.
Como escolher a faixa certa para si
O erro comum não é gastar de menos nem gastar de mais. É gastar na coisa errada.
Se o objetivo é existir, ter credibilidade e receber contactos, a faixa do site institucional resolve, e investir acima disso raramente se paga. Se o objetivo é vender, o dinheiro rende mais na loja e nos pagamentos do que num design mais elaborado. Se o site vai passar a fazer parte do serviço que o cliente compra, aí sim faz sentido subir para a faixa das plataformas.
E há um caminho intermédio que poupa muito a quem está a começar: um site de catálogo com pedidos por formulário ou por mensagem, sem checkout. Valida a procura antes de investir numa loja completa.
E as plataformas de construir sozinho
Wix, Squarespace, WordPress.com e semelhantes custam entre praticamente nada e algumas centenas de euros por ano. Para muita gente, são a decisão certa e não há vergonha nenhuma nisso.
Fazem sentido quando o site é uma presença mínima, quando o orçamento é genuinamente curto, e quando existe alguém com tempo e paciência para o montar. Um restaurante de bairro que precisa de mostrar a ementa, a morada e o horário não precisa de um projeto de cinco mil euros.
Deixam de fazer sentido em três situações. Quando o site tem de fazer alguma coisa específica que a plataforma não prevê. Quando o tempo gasto por si a montá-lo vale mais do que o que pouparia. E quando o negócio depende do site para vender, porque aí a diferença de desempenho e de conversão paga rapidamente a diferença de preço.
O erro habitual não é escolher a opção barata. É escolhê-la, passar seis meses a lutar com ela, e acabar a pagar o projeto profissional na mesma, um ano mais tarde.
Quando não vale a pena gastar mais
Há situações em que subir de faixa não devolve nada.
Se ainda não sabe se o produto ou o serviço tem procura, um site caro não vai criá-la. Valide primeiro com algo simples.
Se o negócio vive quase todo de recomendação e de clientes antigos, o site precisa sobretudo de confirmar que a empresa é séria, e isso consegue-se numa faixa modesta.
Se ninguém na empresa vai atualizar o site, um sistema de gestão de conteúdos elaborado é dinheiro parado. Mais vale um site simples e bem feito.
E se o orçamento total é apertado, é quase sempre melhor gastar menos no site e reservar parte para o divulgar. Um site excelente que ninguém encontra rende menos do que um site razoável com procura a chegar-lhe.
Como a Digito ajuda
Fazemos orçamentos que explicam o porquê de cada valor, e dizemos com clareza o que não está incluído.
Antes de propor seja o que for, percebemos o que o site tem de fazer pelo negócio. Muitas vezes concluímos que o projeto certo é mais pequeno do que o cliente imaginava, e dizemos isso, porque um site que resolve o problema real vale mais do que um site impressionante que não o resolve.
Trabalhamos as várias faixas, desde sites institucionais a lojas online e plataformas à medida, e explicamos sempre qual é o custo do primeiro ano e o dos seguintes.
Se está a comparar propostas e não consegue perceber a diferença entre elas, mostre-nos o que tem. Ajudamos a ler, mesmo que a escolha não seja nós.
Fontes
- Guias de preços de criação de sites publicados por agências portuguesas em 2026, incluindo Modular Digital, Savoris, Webarty, 3HASH e PortugalSEO, cujos valores divergem entre si e são apresentados como faixas
- Valores de referência de domínios e alojamento praticados no mercado português em 2026